Primeiras impressões em Nice - a língua


     

Praticamente todos os dias eu me perguntava qual seria meu país de destino, uma vez que já tinha tomado a decisão de sair do Brasil. Com a cidadania italiana em mãos, o leque é tão amplo que às vezes atrapalha. E quando eu pensei que estava com a decisão tomada e o destino definido, vem o grilo do Pinóquio (que se chama Aline Maria) e muda TUDO. Onde eu vim parar? Nice - Riviera Francesa... obrigada, de nada! WOW!

A aproximação do avião em um vôo SUPER visual me fez perder o fôlego. O mar e o céu se confundem no azul, e a sensação do "novo" traz aquele friozinho na barriga. O sol LINDO refletindo nas águas cristalinas e a cidade parecia que estava sorrindo pra mim. CHEGUEI!! E cheguei MUITO FELIZ!

Uma das primeiras coisas que eu quis fazer de cara foi "bater perna" pelas ruas da cidade. E como sempre tem aquelas burocracias iniciais pra fazer, "bater perna" era não só minha vontade, como algo necessário pra organizar minha chegada por aqui. Ainda bem =)

Confesso que eu "buguei" quando comecei a OUVIR as pessoas falando nas ruas. Eu, que me garanto no português e no inglês, vim parar terras francesas?  E óbvio que nem ousei tentar falar inglês por aqui num primeiro momento. Aquela dica que todo mundo dá de "Nem pense em falar inglês na França porque eles não gostam" veio acesa na minha mente e eu preferi não me arriscar. Só pensava nos meus alunos do Brasil, em todas as dificuldades que a gente passa em ser um aprendiz "iniciante" de outras línguas (amo vocês demais e entendo vocês mais que tudo). Me senti totalmente perdida e tiveram horas que eu parei e me perguntei: Bárbara, por que você não foi pra Portugal ou pra Irlanda? (culpa da Aline Maria) 

Foram duas semanas só com o basicão. Aprendi o que eu precisava pra começar a sobreviver por aqui. "Bom dia, boa tarde, boa noite, quanto custa, o que é isso", e por aí vai… até que o meu curso finalmente começou, e o que estava nublado foi começando a clarear. 
O francês é uma língua difícil sim, principalmente a pronúncia (pra mim). Mas nada que uma dedicação no estilo "Bárbara Kelly" não resolva...rs

Depois de umas 3 semanas de curso e 4 ou 5 semanas de "ajuda dos universitários" , eu já estava me sentindo bem melhor e conseguindo ampliar meu vocabulário.
Como eu não tenho problema algum em falar (quem me conhece sabe), eu saio falando mesmo!!! Peço ajuda, pergunto como se chama isso ou aquilo, e por aí vai. Funciona bem! Eles gostam de te ajudar, e parece que ficam orgulhosos quando você mostra o esforço que está fazendo para aprender a língua DELES. Posso dizer que eles me ajudaram praticamente todas as vezes que precisei.

O inglês aqui, na verdade verdadeira, só aparece quando interessa a eles. É um pouco engraçado porque no fundo no fundo eu acho que eles sabem falar inglês, mas se você pergunta, eles dizem que não. Só que quando é o contrário (eles precisam se comunicar de alguma forma e percebem que você não fala francês muito bem), aparece um inglês um pouco precário, tipo Joel Santana, mas que existe.

Enfim, resumindo a história: nas partes mais turísticas da cidade, você não tem problemas em se comunicar em inglês. Todos falam. Mas quando você sai desse núcleo mais turístico, SE NÃO FOR INTERESSANTE PRA ELES, prepare o google tradutor, ou arrase com seu francês. Eu ainda estou no começo do caminho, mas como AMO aprender, estou adorando a experiência - culpa de quem? Aline Maria!!














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